Sorriso da Inocência
Ao meu redor o sorriso da inocência,
arranca lágrimas de um rosto cansado,
faz-me gritar por divina clemência,
pois eu meus sonhos, o orvalho,
é sempre sinônimo
de inaudível lamento;
Grito, em plenos pulmões,
Grito, mesmo contra o vento,
A indignação que me abarca,
e me consome, sempre constante,
eterno sofrimento.
Se eu teus olhos vejo a luz,
espero reflexo em um mundo desconexo,
que com teu contágio aduz
a esperança que floresce
nas veias sagradas da prece.
Por que teus sonhos são arrebatados,
de teus braços expurgados,
como lástimas fossem, desgraçados?
Grito, com todo o meu ser,
para que teu sorriso,
encontre um lugar
nos corações perdidos,
que o mundo há de conquistar.
Grito, por toda a dor,
que a inocência
te impede de proclamar.
Grito, por teu sorriso,
e por ele, continuarei a gritar…
The Person In My Dreams
I long for you,
Even if you are just a dream,
On hope full
of everflowing streams,
Those eyes,
of gentle spark,
gaze upon my soul,
under sweet moonlight,
Will I ever find them,
in light of day?
Or live in shadows
of tedious gray,
and dreams,
of solitude and pain?
What road should I embrace,
of thorns and spears to face,
what road would I walk,
that brings misfortune and disgrace?
Name it, and I will gladly take,
as long as the end, of chosen path,
brings long overdue meeting of fate!
A gentle spark,
Gaze upon my soul,
Under sweet moonlight,
and tears of old,
Hope is true,
golden gleam,
I long for you,
even if you’re just a dream…
Poetry is hard
Sometimes I think most people don’t understand why we write poetry. Why we feel the need to express ourselves with words. Some believe we do it because we want to show off, to appear wise; others, that we are losing time with silly stuff called “poems”. I heard that more than once. I will hear it a lot more, that I’m sure. It is annoying when someone says that poetry is for fools and ‘not a men thing’, but that only shows how that person is narrow-minded. Poetry should be for everyone, regardless of gender, age or culture. It’s not easy to write Poetry. Not everyone can.
Why? Why is it so hard?
It’s not because you need complex or pretty old words, rhymes or long sessions of reading. Poetry can be done without any of those. It can be written by a child. It can be written in a minute, or in an hour; about love, or war; In a group, or alone. Not everyone needs to write like Shakespeare, Frost or Dickinson. They need only to write.
Poetry is hard. Hard because you need to be able to open yourself like a book and put that into words. You show people what most of them keep to themselves; it always takes a while to get used to it, but once you do, those words will become your wings, and you’ll be able to reach places you’ve never thought possible. Poetry is hard, way harder than people think. And that’s why we love it.
Às vezes esquecemos os sonhos
Às vezes esquecemos os sonhos, os deveres, as verdades, as mentiras, a vida. E esquecemos para quê vivemos. Alguns se reencontram mais rápido que outros. Todos nós em algum momento nos perdemos. Mas a verdade é que a vida sempre trata de mostrar algo que passamos a querer profundamente, que passamos a imaginar a cada segundo de nossos dias, mesmo quando estamos tentando dormir. É como se tudo aquilo que antes era vazio, sem cores, passasse a ser um quadro pintado diretamente por picasso, enquanto nos sentimos envolvidos com a mais bela sinfonia de Beethoven, ou encantados pela mais romântica poesia de Pablo Neruda. É a vida, como alguém poderia dizer, e felizes estaremos em tais momentos, até que novamente nos colocamos a esquecer…
Te quiero – Cien sonetos, Pablo Neruda
No te quiero sino porque te quiero
y de quererte a no quererte llego
y de esperarte cuando no te espero
pasa mi corazón del frío al fuego.
Te quiero sólo porque a ti te quiero,
te odio sin fin, y odiándote te ruego,
y la medida de mi amor viajero
es no verte y amarte como un ciego.
Tal vez consumirá la luz de enero,
su rayo cruel, mi corazón entero,
robándome la llave del sosiego.
En esta historia sólo yo me muero
y moriré de amor porque te quiero,
porque te quiero, amor, a sangre y fuego.
On the Riverbank – Part I
On the riverbank I left my thoughts,
Watching the sunrise, birds perching aloft,
fireflies full of life,
Wandering about, absent aim,
spectacle
of wavering green,
On the riverbank, the night fell,
We kept warm,
in each other’s spell,
Your smile, in faint moonlight,
bewitched my eyes,
As solitude it quelled…
Ela
A Primavera passa,
e lá longe, ao fim do rio,
sozinha, sob pétalas que caem,
com suas preces gastas, e sonhos
que nunca vem,
Verte lágrimas em seu pequeno refúgio,
pois perdeu seu amor,
E lá no alto do crepúsculo
que aos poucos se esvai,
Contempla a lua, suas lágrimas ainda derramam,
E a primavera se vai
de um jardim desolado, de flores sem rumo!
O deslizar das pétalas fecha uma porta,
pois as sombras do ocaso em seu peito
reencontram lembranças da dádiva de outrora,
Ela, e o amor,
se encontraram entre flores,
e entre flores partiram,
pois a felicidade é sempre
um sentimento de cores invisíveis…
Sick of You
I’m sick of your hesitation,
of all the maybes and frustration,
sick of the neverending
beginning of salvation.
I’m sick of things you say,
of how you turn me away,
sick of your pretty face
leading my mind astray.
I’m sick of the days we missed,
of your long broken promises,
sick of stolen dreams
and vanishing first kisses.
I’m sick of how you lie,
of how you keep those feelings inside,
and refuse to let me in
even though you’re just about to cry.
I’m sick of you,
all of your imperfections,
and yet not once I thought
of letting you go.
I’m sick of you,
but without you,
I’m sick of the world
Que será o amor?
Quando penso que de tudo vivi,
e que nas dores que nos afetam cresci,
percebo que me perco e me confundo,
nos aromas e cores do mundo,
que divago nas centelhas que me conquistam,
e tropeço por caminhos sem rumo…
E se penso que de tudo senti,
percebo que por vezes menti,
e que o calor que sentia no peito,
não passou de logro efeito,
mentira que contei a mim mesmo,
enquanto vivia ilusões
a torto e a direito…
Se me encontro, no mesmo momento me perco,
e no instante me esqueço, de tudo,
e todos,
vivo em um mundo de tolos,
onde o mero desejo confunde-se com o amor,
E o medo que nos passa a solidão,
transforma o diferente em verdadeiro,
e a insegurança em paixão!
Que será o amor, deixo-me perguntar;
horas que passam em segundos,
sussuros que levantam o mundo,
ou sorrisos que surgem,
em faces opacas emergem,
enquanto sentimentos folgosos
pelos caminhos perdidos divergem?
Se me encontro, no mesmo momento me perco,
e se no instante me esqueço,
num segundo me transformo,
e por outros tantos amores imploro,
pois quando penso que de tudo vivi,
e que nas dores que nos afetam cresci,
percebo que me perco e me confundo,
carregado pelas loucuras do mundo!
O Poeta e a Harpista
Hallo,
Para aqueles que não sabem, desde que eu comecei a escrever aqui no blog que minha paixão por livros realmente decolou. Com os poemas e poesias que escrevi aqui, e alguns capítulos de um romance, resolvi criar um livro, “O Mortal e a Deusa” (http://www.bookess.com/read/5440-o-mortal-e-a-deusa-poesias-poemas/), e agora, depois de muito tempo e milhares de palavras, a seqüência está praticamente pronta (ainda pendente de capa e revisão final)!
Este novo livro eu chamei de “O Poeta e a Harpista”(http://www.bookess.com/read/9584-o-poeta-e-a-harpista/), e tem seu foco no romance ao invés das poesias/poemas do primeiro livro, mesmo que elas ainda estejam ali. É o livro final, que conta o desenrolar da história. Foi feito com muito carinho e MUITAS horas de esforço (horas que deveriam ser gastas estudando, diga-se de passagem!).
Espero que gostem e fiquem de olho nos meus próximos trabalhos, amigos
Quando encontro teu sorriso
Desfalecem os sentidos; E as cores
Vão e voltam em ciclo infinito,
De espectros e brilhos,
Fantasia impromptu
Euforia em delírio
Um caminhar pelos céus,
Liberdade efêmera que transcende pleno espaço,
Abraço terno de transitório agrado,
Que envolve e protege como um véu,
Tão doce quanto o gosto suave do mais puro mel
Ah, quantas vezes terei que entregar,
Minha alma ao simples aflorar,
Dos sentimentos que se aninham em meu peito,
Quando ao mero alcance de teu olhar,
Logram imediatamente pleno efeito!
Esmaecem os lugares mundanos; E as cores
Não retornam de um voo sem destino,
Alvorecem sonhos com um que humano,
Allegro majestoso
Sinfonia de um eterno delirium
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